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Vídeos: A humanidade precisa acabar porque os cães são mais legais

A despeito de toda a brincadeira do vídeo de P. C. Siqueira, eis uma questão que merecia ser discutida e considerada, já que a humanidade é o mal do mundo. Sem muitos rodeios, assista e entenda o porquê:

Vídeos: Mulher, a gente perdoa

É verdade que as mulheres trazem males e complicações para a vida fácil dos homens, mas também são muitos os benefícios em ter uma ao seu lado. Porém, parece que nem sempre vale a pena estar na presença de uma dessas figuras difíceis de entender, como mostra o vídeo.
Independente do que possa ocorrer, elas conseguem sempre inventar um jeitinho de ter o nosso perdão. E você, diria não a uma "carinha" dessas?

Vídeos: George Carlin - Os 10 Mandamentos

O mês de janeiro passou em branco para os vídeos de George Carlin aqui, no Caio em Coluna. Porém, o grande gênio do stand-up comedy volta ao blog nesse poderoso vídeo em que os 10 Mandamentos da Bíblia são descascados, despedaçados e jogados fora.

Para quem não conhece o sagaz crítico de toda e qualquer religião descabida, eis a oportunidade. Aos que já viram outros shows de Carlin, essa apresentação é um prato cheio.

Prosa e pensamento: Traduzindo o romance



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(clique nas imagens para amplia-las)

*A tirinha é de autoria desconhecida, porém se o autor resolver se identificar, teremos o prazer em conceder os devidos créditos.

Prosa e pensamento: Sui generis


- Quem é você?

- Eu sou o gênero mais comum da minha espécie.

- Por quê?

- Porque não me interesso pelas coisas banais, portanto estou fora de qualquer aglomerado desapegado de ideias. Porque, apesar de conter um bom grau de inteligência, não sou nenhum gênio, então nunca terei uma tese publicada, um nobel na prateleira ou uma centelha revolucionária. Porque, mesmo que seja notado por alguns, esses são poucos, e como tudo é vão, assim eu mesmo serei. Porque não sou feito de pessoas e suas diferenças não me atraem. Porque nada mais sou que uma brisa numa ventania, que chega até a levantar os cabelos da nuca num primeiro momento, mas depois se perde na mudança de direção. Porque mesmo que um dia atinja uma relativa imortalidade, essa virá após minha passagem, e nada serei senão um nome e uma lembrança. Mas além de todos esses teoremas, reside uma motivação maior para que eu seja um qualquer.

- Qual?

- Meus sonhos morreram!

Diário transbordo: Illusionfest 2011


Como no ano passado, volto aqui para falar da festinha mundial chamada Réveillon, porém desta vez serei breve, afinal estamos a poucas horas dela e vou ao show dos grandes Os Paralamas do Sucesso, a melhor banda do rock nacional.

Não há muito o que se dizer quando os sentimentos mais dissimulados afloram e de repente passamos a amar a todos e desejar tudo de bom, quando durante o ano vivemos sob um manto de hipocrisia e outros sentimentos e atos velados, e nem sempre tão obscuros assim.

Entre votos de paz, harmonia, e todas as outras pieguices eternamente desejadas, acredito que o que precisamos mesmo são apenas duas razões: a da honestidade e a da consciência. Dito isso, vou-me a fim de ser um paralâmico!

Astral total!
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Vídeos: George Carlin - As incoerências dos contra-aborto

Há pouco tivemos as eleições presidenciais no nosso querido e perfeito país. Durante as campanhas eleitorais, o que presenciamos foi uma hipocrisia absurda por parte dos candidatos ao lidarem com o tema "aborto".
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Deixando de lado os detalhes da corrida presidencial, trago ao Caio em Coluna mais um vídeo do comediante George Carlin que trata justamente sobre esse tema, mostrando uma visão fática e clara, como deveria ter sido abordado pelos nossos candidatos. E como não poderia faltar, tem sempre um toque da comédia do inigualável Carlin.
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Assista e reveja seus conceitos!

Prosa e pensamento: O pré-conceito do preconceito


Nos últimos dias um caso repercutiu bastante por todas as mídias: a história de Mayara Petruso, estudante paulista de direito, que proclamou em seu Twitter uma caça às bruxas para com os nordestinos. Agora o caso já foi parar na justiça devido suas insinuações preconceituosas e de incitação ao assassinato. Tenho algumas ideias em mente sobre o ocorrido e vou tentar ordená-las, então vamos com calma.
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Antes de mais nada, o que essa garota disse em sua rede é de conteúdo pesado que não se espalha aos quatro ventos de forma tão impensada. É desprezível, pois julga todo um povo sem qualquer argumento, sob nenhum prisma. Não há qualquer ponto de vista racionalmente estruturado ou sequer lógico sobre o qual se possa fundamentar uma discussão e entender os aspectos de tais comentários. Ou seja, em suma, o que a garota escreveu não passa de uma frase bruta e injustificada.

Nesse momento uma pausa seria oportuna para críticar um atributo que sempre apontei como um problema nesse tal de Twitter: em que mundo de 140 caracteres é possível se tecer um comentário tão complexo como o dito por Mayara e embasá-lo? O Twitter é uma ferramenta castradora e frustrante para qualquer um que goste ou tente discutir uma ideia com certa inteligência. Sinceramente, não acredito que a rede social tenha sido o problema no caso da menina - acho que foi mais uma mentalidade de 140 caracteres que a levou a isso - mas mesmo assim, fica aqui uma vez mais explicitado o que penso sobre o passarinho azul e sua falta de potencial, ou capacidade de cortar pela raiz o potencial da maioria. O twitter é um verdadeiro retrocesso para a nossa sociedade e para a teccnologia como um todo que já tem problemas de socialização e comunicação, e quando esta comunicação já é erroneamente utilizada em blogs, orkuts e facebooks pelo mundo, minimizada por demais, o que se dira dos 140 caracteres?

Bem, voltando ao caso, o condeno como a maioria se olharmos apenas pelo ângulo que já defendi no segundo parágrafo. Porém, não sou todo ódio para apenas querer apedrejar a tal garota como se ela usasse uma burca. Essa semana mesmo vi uma reportagem curtíssima num dos telejornais da vida que mostrou uma casa encontrada por policiais onde se procriava todo tipo de propaganda neo-nazista, onde planos para atacar negros eram fomentados e até armas eram mantidas. E o que houve além dessa nota no jornal? A resposta é nada. O que quero dizer com isso, caro leitor? Ora, não sejemos hipócritas. A frase twittesca de Mayara Petruso foi triste sim, mas não foi o pior que há nesse mundo quado se de sobre racismo e preconceito, e o que casos mais potencializados ganham no dia-a-dia? Nada além de alguns segundos na TV. Sendo assim, encerrando esse meu segundo argumento, acredito que a coisa está sendo levada a sério em demasia, talvez porque nós, nordestinos, sejamos aqueles cabras-macho que não levam desaforo para casa, talvez porque simplesmente alguém resolveu tabloidiar a coisa... Não sei. Apenas penso que na justiça deve ser resolvido o caso e só. Para que criar tanto com tão pouco?

Agora posso entrar na terceira parte dessa minha infinita discussão, e o faço com uma questão: Quem aqui não tem preconceitos?

O ser humano é e sempre foi uma raça segregadora. Coisas como egoísmo, divisão e competitividade brutal são raízes do nosso ser que só são contidas por causa de suas leis e governos. Eu mesmo faço questão de me colocar na linha de frente. Basta ler determinadas postagens do Caio em Coluna para perceber que tenho preconceitos contra pagodeiros, bregueiros, crentes e pessoas que chamo de deficientes culturais de uma forma geral. Claro que minha maneira de externar isso tende a ser mais velada que a utilizada por Mayara, tende a ser mais tragicômica ou mesmo uma crítica social, porém não acharia nada ruim se do mundo desaparecem alguns tipos de pessoas que considero como "um atraso" para aquilo que é bom e para o que se deve dar valor. Quem nunca pensou assim? Ou de forma semelhante? Ou mesmo de um jeito diferente, mas que no fim incorre no preconceito também? Evidentemente que há diferenças entre o que eu defendo e o que a garota do twitter fez. Tento embasar minhas ideias e explicar porque penso dessa forma. Esforço-me para estender esse preconceito para além das barreiras de um comentário apenas maldoso sem qualquer sinal de inteligência ou violência, e não deixá-lo apenas na camada superficial do preconceito, mas elevá-lo a um nível que possa ter alguma serventia.

Enfim, meus caros leitores que me seguiram até aqui, creio sinceramente que o que Mayara Petruso proferiu em sua página foi uma facada nas costas de muita gente e foi simplesmente errôneo por não conter qualquer resquício de neurônio naqueles infames caracteres. Mas por minha ótica, se ela tivesse elaborado uma frasesinha que fosse que defendesse sua maneira de pensar, mal ligaria para o que uma garota que nem conheço disse sobre minha "raça". Sendo assim, só torço para que meus queridos "compatriotas" apenas desencanem e façam suas críticas também externando seus pensamentos bons e seus lados negros. Peço apenas para que o façam de maneira sagaz, pois pelo que venho notando pelas ruas e vielas afora, é que cultura não é para todos.

E para que esse post não seja apenas enfadonho, deixo aqui um desenho do chargista Alpino, do Yahoo!, alguém que já errou feio, mas que agora traçou em cheio.


Para aqueles que desejarem obter mais informações sobre o caso e uma análise distinta da minha, podem ler a resenha escrita por Wesley Prado, no blog Caixa da Memória.

Vídeos: George Carlin - Vida após a morte

Ateísmo: sinônimo de bom senso, razão e lógica.

Religiões e crenças: o mesmo que fantasia e onirismo.

George Calin: a mistura desses termos com um toque de comédia.

Bom proveito!

Prosa e pensamento: Vá tomar no cult


De forma restrita tenho duas definições sobre ser cult. A primeira diz respeito a pessoas que se comportam de forma cult, como se isto fosse uma natureza tal qual um emo ou um colorido. Em segundo estão aqueles que, agindo ou não desse maneira, gostam do que é cult. Por que essa introdução quase dicionaresca?

Final de semana passado ouvi da boca de um amigo a seguinte frase: "Odeio pessoas cults". Ao se explicar, ele disse que se referia a primeira descrição, mas o assunto morreu entre tantos outros. Foi só ao fim da semana, na quinta-feira mais precisamente, que as definições sobre cult e a tal conversa com o colega retornaram quando eu descobri que não só concordo com ele no sentido inicial, como também odeio esses tipinhos que se comportam como se só o cult existisse e tivesse crédito na praça. Em suma, caro leitor, o que quero dizer é que das duas descrições, nenhuma se salva, pois são todos farinhas do mesmo saco, ou produtos do mesmo festival de cinema alternativo, se preferir.

Agora sim, vamos às devidas explicações que fundamentam minha ideia. Estava em casa sem mais nada para fazer quando decidi ir ao computador e buscar qualquer coisa em prol da minha diversão. Passei por alguns episódios de séries e tantos filmes, mas todos sérios demais, com uma temática cult por definição. Foi quando esbarrei na adaptação mais recente para o cinema de Esquadrão Classe A, filme que recebeu severas críticas adivinhem de quem? Isso mesmo! Dessa galerinha que se acha cult por demais.

Ainda assim, resolvi encarar, e cá entre nós: não me decepcionei um segundo sequer por ter visto essa obra explosiva, escrota e abarrotada dos mais saborosos clichês do cinema de ação. Assim que os créditos subiram, me dei conta que alguns dos que me cercam, se lessem qualquer crítica minha positiva ao filme, certamente iriam torcer o nariz da mesma forma que o fizeram quando dediquei frases de paixão ao filme-brucutu de Stallone, Os Mercenários.

Ora, quem afinal determinou que por seu eu uma pessoa deveras inteligente, no sentido amplo da palavra, não poderia vez por outra me esbaldar em instantes de pura diversão, sem qualquer apego filosófico? Quem foi que disse que amar é sofrer?

Meus caros, para vocês que insistem que arte só possui um prisma tenho apenas uma expressão: tsc, tsc. Mal sabem o que perdem, tais cults enrustidos, ao se privarem de algumas horas de diversão acefála.

No exemplo do filme citado temos um elenco fantástico em que Sharlto Copley, o excelente ator de Distrito 9, encarna um papel esquisitão e hilário com eficácia, Bradley Cooper faz seu tipo galã de sempre, bem como Liam Neeson é o velho mentor. E o negão... Bem, o negão faz o papel do negão, claro! Com tiradas ótimas que só poderiam existir com falas clichês e ação muito além das possibilidades da realidade, Esquadrão Classe A é pura diversão, e desde já, está recomendado pelo Caio em Coluna.

Não sei os cults de plantão, mas eu pago para ver um filme ou me entreter com qualquer obra que seja simplória em suas perspectivas, desde que a diversão seja garantida, bem como não me furto de assistir também películas de maior conteúdo. Minha conclusão é que não é impossível, nem de longe, tais gostos conviverem em harmonia a depender apenas do seu estado de espírito. Mas que fique bem claro que os passatempos acefálos a que me refiro não se enquadram na categoria de entretenimentos em que o xulo e o banal estejam presentes, tais como as musiquinhas cinfrim que sempre cito aqui no blog.

Sendo assim, me despeço desse post pronto para encarar o cinema em suas mais variadas vertentes.

"Estou vendo um tiroteio em 3D. É como se estivessem disparando contra nós!"
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diz o personagem de Sharlto Copley em certo momento.
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Prosa e pensamento: Ser pipoca ou piruá


A transformação do milho duro em pipoca macia é simbolo da grande mutação pela qual devem passar os homens e as mulheres a fim de virem a ser o que devem ser. O milho de pipoca não é o que deve ser. Ele deve ser aquilo que acontece depois do “estouro”. O milho são os seres humanos a que costumamos nos referir como “adormecidos”, duros, impróprios para servirem de alimento, incapazes de saciar a fome de justiça, amor, compreensão e verdade desta sofrida humanidade.

Mas a transformação só acontece pelo poder do fogo. Milho de pipoca que não passa por ele continua a ser milho de pipoca para sempre.

Sim! As grandes transformações ocorrem pelo fogo. E vêm de repente. O fogo, numa analogia, é como a vida quando nos lança em situações inimagináveis. Pode ser o fogo externo: perder um amor, um filho, emprego, bens, cair na pobreza, contrair doença… Pode ser o fogo de dentro: pânico, medo, ansiedade, contrariedades, depressão, conflitos, sensação de injustiça, sofrimentos cujas causas ignoramos.

Aquele que não passa pelo fogo, permanece igual a vida inteira. São pessoas de uma mesmice e uma dureza assombrosas. Só elas não percebem. Acham que seu jeito de ser é o melhor jeito de ser.

Sempre se pode recorrer ao remédio de extinguir o fogo. Sem ele, o sofrimento diminui. E, com isso, a possibilidade da grande transformação.

A pobre pipoca, fechada dentro do recipiente cada vez mais quente, pensa que sua hora chegou. Dentro da sua casca, fechada em si mesma, não é passível de imaginar destino diferente. Não percebe a transformação que está sendo preparada. Não imagina aquilo de que é capaz ou em que está prestes a se transformar…

O milho de pipoca que se recusa a estourar são aquelas pessoas que, por maior que seja o poder da chama, se recusam a mudar. Acham que não pode existir coisa mais maravilhosa do que seu jeito de ser. Sua presunção ou orgulho e seu medo são a dura casca que não estoura. E esse destino é muito triste, pois continuarão rijas a vida toda. Não se transformarão na flor branca e macia. Não poderão trazer nem alimento para alguém!

É preciso passar pelo fogo que, sem aviso prévio, PUM! Produz a grande mutação. E o milho de pipoca aparece como algo a mais: completamente diferente do que ele próprio jamais poderia sonhar. Torna-se um ser que, em essência, é o que de mais puro, belo e verdadeiro transportava em seu âmago.

Restam no fundo do recipiente os “piruás” teimosos: milhos que se recusaram à transformação. Têm alguma utilidade? Que destino lhes está reservado?

(O Amor que Acende a Lua, por Rubem Alves)

E você, o que gostaria de se tornar: pipoca ou piruá?

Na minha humilde opinião, o destino dos piruás é um só: o lixo.

Vídeos: Inteligência emocional


O que dizer de uma pessoa que afirma que 50% das pessoas do mundo são egoístas e os outros 50% são de pessoas altruístas?

Eu o chamaria de, no mínimo, otimista.

Abaixo, links de uma palestra sobre inteligência emocional ministrada por Flávio Gikovate - médico psiquiatra, psicoterapeuta e escritor brasileiro.


1

http://www.youtube.com/watch?v=e4eYirMK4Y0

2

http://www.youtube.com/watch?v=U_eMfVnIXfY&feature=related

3

http://www.youtube.com/watch?v=FhHWVzpoxn0&feature=related

4

http://www.youtube.com/watch?v=NEthQmIiy6M&feature=related

5

http://www.youtube.com/watch?v=xRE5XIxXkHI&feature=related

6

http://www.youtube.com/watch?v=uSsab4S_DHg&feature=related

7

http://www.youtube.com/watch?v=f4YYKAleXn8&feature=related



Diário transbordo: Bolso por bolso


Hoje fui atingido por um problema infeliz, pior que farpa debaixo da unha.

Dirigi-me à agência do banco no qual sou correntista (não precisa dizer que é o Banco Real/Santander) disposto a adquirir um empréstimo. Quase finalizando o serviço, me deparo com um tal de Seguro Prestamista e não me contenho, indo atrás de mais explicações. Não só descubro que iria adquirir algo que não solicitei, como também fico sabendo que não vou poder tomar o empréstimo sem este vir acompanhado do infame já citado.

Como consumidor informado que sou, questiono, afinal sei muito bem que nenhum tipo de seguro é obrigatório, mas a gerente da agência, senhora Ivoneide (a mulher mais dissimulada que já conheci), insiste que só poderei sair satisfeito se o fizer nos conformes dela. Não me contentando, recorro ao Banco Central que me instrui a não aceitar esse tipo de prática ilícita conhecida como venda casada, termo comum no meio financeiro, e em outros também.

Retornando a ligação para a queridíssima gerente, ouço a explicação estapafúrdia de que o seguro é totalmente obrigatório e mais, que o sistema do banco não libera a adesão ao empréstimo sem que se conclua também a adesão ao Prestamista. Pior, ainda tem a cara-de-pau de afirmar que o contrato da empresa na qual ela trabalha está errado ao dizer que tal seguro é opcional.

Obviamente, não me aquietei. Entrei em contato com o setor de reclamações do banco referido e prestei minha queixa da qual aguardo resposta. Se não resolver, vou repetir a ação junto ao BC e abrir um processo no tribunal de pequenas causas do meu munícipio, mas não descanso enquanto essa mulher não aprender a lição.

Nem todos são burros e ignorantes, mas mesmo esses merecem respeito. E a postagem serve apenas como um manifesto para que as pessoas se atentem, mas não aos berros e com argumentos sem sentido, e sim se munindo com informações concisas e plenas.

Ah! E que fique claro que a instituição financeira citada é apenas um exemplo entre tantas que recorrem às mesmas práticas de engodo.

Listas: Irracional?


Fundamentalmente, acedito que se todas as pessoas do mundo seguissem apenas oito preceitos em sua vida e sua casa, não teríamos que conviver com esse dia-a-dia de angústias e individualismo. Não quero aqui ser moralista, até porque os tais preceitos a que me refiro estão longe disso; são só uma maneira de compreendermos que nós, humanos, não somos a força motriz de um espaço hoje desarmonioso, mas sim, a causa de tamanha disjunção.

Vamos aos tópicos a que me refiro, para que, antes de usarmos filtro solar, nos moldemos a eles:

1. Lembre-se que os cachorros vivem aqui. Você, não!

2. Se você não quer pêlos nas roupas, fique longe do sofá.

3. Sim. Eles têm alguns hábitos desagradáveis. Eu também, assim como você. E daí?

4. É claro que eles cheiram a cachorro!

5. É da natureza deles tentarem cheirar você. Por favor, sinta-se à vontade para cheirá-los também.

6. Eu gosto deles muito mais do que da maioria das pessoas.

7. Para você, eles são cachorros. Para mim são filhos adotivos, são pequenos, andam de quatro e não falam claramente.

8. Eu não tenho problemas com nenhum desses pontos. E você?

Se ainda não ficou óbvia a idéia, deixo para apreciação uma frase do homem que viu a real face da vida humana na Terra, Franz Kafka:

"Todo o conhecimento, a totalidade de todas as perguntas e todas as respostas está contida num cão."

Diário transbordo: Eu não vi um pássaro azul


Muita preguiça. Tanta que nem pensei sobre o que escrever e estou aqui apenas para não deixar o Caio em Coluna sem atualizações. Para falar bem a verdade, pensei em algumas coisas sim. Há tempos quero postar algo sobre Dave Matthews Band ou Felipe Neto e P. C. Siqueira, tenho mais de trocentas idéias de críticas à religião, muitas frases para a tag Versículos, mas a preguiça está me segurando tão fortemente que até meu cérebro foi envolvido. Então, nada dessas postagens pré-planejadas. E por não saber o que dizer, só me vem à mente falar desses últimos dias indolentes.

Essa semana fui contestado acerca da existência do meu blog. Hoje, é claro, estou bem habituado a esse companheiro pouco visitado onde deposito minhas idéias esdrúxulas, mas nem sempre foi assim. Também rejeitava qualquer coisa relacionada a blogs, e como um amigo fez questão de citar, na verdade repudio qualquer nova tecnologia. Então, entendo perfeitamente quando algumas pessoas tão indóceis quanto eu questionam a falta de aplicabilidade de uma ferramenta como essa. E se pararmos para pensar, de fato eles estão certos. Analise bem a situação, caro leitor: estou aqui jogado aos braços de Morfeu procrastinando, por preguiça, uma postagem já meio encaminhada, mas me esforçando para encerrá-la apenas porque acredito que alguém vá dar vazão ao que escrevo, esperando ansiosamente por novas visitas ao Caio em Coluna. E qual a validade para tudo isso? Não sei ao certo. Não ganho nada com meus parcos acessos, poucos comentários salpicam aqui e ali e vez por outra alguém, que na verdade é um conhecido, vem a mim para comentar algo mais sobre o blog.

No fim, percebo que serventia, no sentido prático, o Caio em Coluna realmente não tem. Faço apenas porque gosto, e mesmo isso não impede que o que eu faço seja uma completa estupidez.

Então, voltando a citação do meu amigo, ele tentava me convencer sobre a praticidade e funcionalidade do Twitter. Bem, seus argumentos são verdadeiros. A difusão, a utilização com consciência e outros fatores mostram que é algo bom, mas eu, reles internético, não consegui entender ou mesmo encontrar qualquer função em algo que apenas me restringe. Se o blog já é indigno pelos motivos que apresentei acima, o que dizer do Twitter que me castra ao permitir que só digite meros caracteres findáveis? O que dizer daquele layout norte-americanizado que me deixa completamente confuso (nunca sei onde encontrar nada)?

O mesmo se repete com o Facebook e a nova versão do Orkut, que se for possível, nunca vou aderir. Se uso o Orkut em sua forma antiga é apenas por perceber que não me restringe e que se molda as minhas necessidades. Afinal, já não me basta ter que, ao ligar o computador, fazer login no Orkut, Facebook, MSN, meus dois e-mails, Youtube, agora vou ter que perder meu tempo pseudo-precioso logando no Twitter? Não. Dane-se o Twitter!

Mas, enfim, estou aqui divagando sobre o uso de ferramentas já tão dissipadas como se eu fosse algum renomado entendedor do assunto, e na verdade esse post era para ser sobre a preguiça e suas não-consequências. Assim, que fique em aberto, afinal cada um terá sua visão e eu nunca vou gostar do tal pássaro azul. E que o Caio em Coluna permaneça apenas para agir como um depósito de idéias e de visitas de amigos, porque é só o que ele faz e se não fosse isso só o consideraria mais um blooooogh!

Agora, de volta ao ócio...

Diário transbordo: A criatividade e seu inverso


Por um pouco de preguiça e certa ocupação venho com mais uma nota.

É óbvio que a Skol é uma das marcas de cerveja que mais vende em todo o país. Não é por menos, tamanha a criatividade de seus publicitários. Tal desejo de inovar e crescer se reflete numa jogada de marketing fantástica que foi promovida alguns meses atrás (pelo menos aqui em Pernambuco, não sei se em todo o Brasil).

As fachadas de inúmeros bares seriam reformadas, porém para tanto era necessário que ostentassem as cores e símbolos da marca cervejeira. Ponto positivo para eles, apesar de eu ser averso a bares e álcool.

De qualquer forma, tal criatividade ecoou em alguns desses estabelecimentos. Em frente ao meu prédio um bar se renomeou como Confraria do Zé Perninha. Singular e criativo ao mesmo tempo, mostrando que seu comandante vai longe até administrativamente, visto que o local vive lotado. Já outros primam pelas idéias do "qualquer coisa serve" e do "tanto faz", pois num desses bares próximo à casa da minha namorada pude contemplar a infinita criatividade de seu dono que o batizou como Bar do João. Advinha só! Estava entregue às moscas.

Prosa e pensamento: Acreditando demais


A postagem que se segue foi originalmente publicada no blog Index. Devido o seu conteúdo mais que propício à temática do Caio em Coluna, resolvi republicá-la aqui com algumas adaptações, como de praxe.

Algumas pessoas acham que religião não leva pessoas a cometerem atos estúpidos, que a religião não é doença, apenas o sintoma. Mas será que esses seres acham que pessoas cometem atos de bondade baseadas em sua religião? Ah! Aí sim. Eu também acho.

A questão é a boa e velha: não há um ato de bondade que uma criatura religiosa faça que um ateu não possa fazer. Por outro lado, há atos estúpidos que se pode fazer apenas em nome de um deus, em nome de uma religião, ou em nome de uma verdade revelada qualquer. Se não por causa da religião por que alguém se oporia, em princípio, a pesquisas com células-tronco ou mentiria sobre a eficácia dos preservativos? Não vejo como tais crenças possam ser apenas o "sintoma" nestes casos, e em muitos outros. Certamente a culpa não é da pobreza das massas porque os responsáveis por elaborar as doutrinas tolas que levam a essas atitudes são todos sujeitos bem alimentados. Porém, a culpa das massas prevalece no processo de absorção, quando se entregam à lavagem-cerebral e ao ópio religioso.

Ao contrário dos defensores aloprados das religiões sem fim e sem fins, eu reconheço o indivíduo religioso que sabe mais das próprias crenças e vontades do que qualquer dos seus amigos de fé moderados.

Então, aqui vai o mais novo fato que coloca a religião como causa, e não apenas sintoma: noticiou-se que militantes islâmicos na Somália proibiram que se assistisse aos jogos da Copa do Mundo, ato julgado como atividade não-islâmica. Dez pessoas foram presas em uma batida efetuada por uma turba numa casa de Mogadíscio, capital somali. Já em outra casa, duas pessoas foram mortas.

Qur tal? Podemos, sem religião, imaginar um bando de homens linchando pessoas que assistem partidas de futebol em suas casas? Não, não podemos.

Adendo: o ufanismo pelo futebol em si, por vezes também considerado religião por alguns, não se excetua das outras crenças mais "comuns".

Crítica: Herbert de Perto


Odeio documentários. Sempre os achei enfadonhos demais para acompanhar. Gosto do ritmo dos filmes usuais e comparando-os a essas narrativas, sempre são superiores. Mas é claro que um dia, assistiria a algum desses filmes que me faria mudar de idéia.

Essa mudança aconteceu quando pude contemplar (sim, essa é a palavra certa) ao filme Herbert De Perto, um conjunto de imagens, vídeos, entrevistas e canções da trajetória de Herbert Vianna, cantor do grupo Os Paralamas do Sucesso, e um dos maiores compositores do Brasil, diga-se de passagem.

Logo de cara, vemos uma gravação antiga de um Herbert jovem, de óculos exagerados, ainda com cabelos negros, e entra em cena a belíssima canção Flores no Deserto, do álbum Longo Caminho. Acompanhamos desde os primórdios dos Paralamas, quando ainda em brasília nem tinha formação definida, passamos pelo trágico acidente que marcou a vida do compositor e lhe tirou sua companheira do seu lado, e chegamos às composições do disco Hoje, profundo, obscuro, e assim o sendo, esquecido da mídia. Tudo permeado pelas mais fantásticas músicas que consagraram a banda como ícone do rock nacional, ou mesmo internacional (vide as incursões argentinas, mexicanas, espanholas e até, francesas).

Sempre bem dosado entre depoimentos e imagens, canções e entrevistas, vemos um Herbert realmente de perto e observamos suas reações às gravações do passado.

No fim, ainda não sei se gostei do filme devido a minha paixão explícita pela banda ou por que realmente é muito bem costurado emocionalmente, mais independente disso, fica aqui no Caio em Coluna minha recomendação para fãs ou não.

Vida longa aos Paralamas!

Adendo: quando os créditos subiram, cheguei a uma drástica conclusão que, se antes era apenas especulação, hoje é fato. Esse trabalho filmográfico, assim como obras sensacionais de grandes bandas, autores, escritores e etc., simplesmente não teve circuirto, e passou despercebido dos que podiam ter interesse por ele. Tão grande a profusão de porcarias que são produzidas hoje em dia e de mentes vorazes por absorver esses "conteúdos", que o espaço para trabalhos realmente bem feitos encolhe mais e mais. A expressão "transgressões vazias" amplia seu sentido nesse nosso mundinho de futilidades. Aonde vamos chegar?
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Prosa e pensamento: Politicamente correto


"Era uma vez um mundo de gente muito chata, e um tanto perigosa. O saci estava ali, na dele, pulando numa perna só e aprontando umas e outras quando... Zás! Sequestraram seu cachimbo. O saci olhou para um lado, olhou para o outro, e viu umas criaturas de olhos estalados e caras de melhores intenções. O saci não tem medo de quase nada, mas descobriu que morre de medo de seres com caras de melhores intenções.

É para o seu bem, disseram os entes desconhecidos. Fumar faz mal, e dá mau exemplo. Se você for bem bonzinho, a gente lhe dá uma prótese aerodinâmica para você saltitar com as duas pernas. O saci disse que estava muito bem, obrigado, com uma perna só há alguns séculos e ficaria bem satisfeito se pudesse pitar seu cachimbo sem nenhum enxerido apitando no seu ouvido. Não adiantou. Aqueles seres só tinham certezas - e uma delas era saber o que era melhor para ele.

Desde então, vêm aparecendo uns sacis sem cachimbo - e sem magia - por aí. Não bastassem lobos que em vez de avós comem cenouras, ciranças que não atiram o pau no gato e madrastas da Cinderela com doutorado em pedagogia, resolveram mexer com o saci."

Esse texto é de Eliane Brum, apresentado no blog A Vida Como A Vida Quer. Acho que não preciso dizer mais nada.

Listas: Afádicos

Não que um ateu precise de reforço, mas em um país onde um dos maiores preconceitos recai sobre estes "descrentes", qualquer ajuda é sempre bem-vinda, principalmente quando esta vem de pessoas normalmente mais esclarecidas, com maior ligação com o mundo e seus fatos, comprovando minha singela teoria que a crença alucinada e desmedida casualmente ocorre sobre aqueles menos preparados intelectualmente. E fiquei feliz ao encontrar essa lista de pessoas famosas (repare que não há nenhum BBB nela), que declararam abertamente não acreditarem em Deus. A lista foi originalmente publicada no blog Blogueiras Compulsivas (que nome horrível), e agora a trago para o Caio em Coluna.
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Brad Pitt

Em 23 de julho do ano passado, durante entrevista à revista alemã Bild, o astro foi questionado sobre sua crença em Deus e respondeu: "Não, não, não... Eu sou 20% ateu e 80% agnóstico."
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Juliane Moore
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Em 2002, numa entrevista no Actor's Studio, perguntaram à atriz Juliane Moore o que ela diria a Deus se o encontrasse ao chegar ao céu. "Uau! Eu estava errada. Você realmente existe", foi sua resposta.
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Bruce Lee
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Em 1972, o jornalista Alex Ben Block perguntou qual a religião de Bruce Lee e ele respondeu: "Absolutamente nenhuma". O jornalista então, quis saber se ele acreditava em Deus e Lee disse: "Para ser bem honesto, eu realmente não acredito."
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Eddie Vedder

Em um show do Pearl Jam no Seattle's Memorial Stadium, em 22 de julho de 1998, Eddie comentou o clima dizendo: "Eu agradeceria a Deus, mas não acredito que ele exista." Ele também já mencionou o assunto em várias entrevistas.

Sean Penn

Em uma entrevista para a edição de dezembro de 1988 da revista George, o ator disse ao jornalista Nick Torches que era agnóstico.

Matt Groening

O jornal Denver Post publicou, em 1999, um perfil do criador dos Simpsons onde ele dizia: "Tecnicamente eu sou agnóstico, mas acredito no inferno - especialmente depois de ver a programação de outono da TV."
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Zac Effron

Na edição de agosto de 2007 da revista Rolling Stone, Effron explicou: "Fui criado em uma família agnóstica, então nós nunca praticamos religiões, mas meus pais eram muito severos."
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Woody Allen
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"De vez em quando eu invejo as pessoas que são naturalmente religiosas, sem ter passado por lavagens cerebrais ou cooptadas por indústrias organizadas", disse um Woody Allen nem tão judeu assim.
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Jodie Foster
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Em 2007, a atriz disse: "Amo religiões e rituais, mesmo sem acreditar em Deus. Celebramos as datas religiosas com as crianças e elas adoram. E quando elas perguntam se são judias ou católicas, digo que poderão escolher quando tiverem 18 anos."
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Alex Kapranos

Em uma entrevista ao site britânico The Mind's Construction Quartely, o vocalista da banda Franz Ferdinand não hesitou. Na pergunta "Ateu ou crente?", respondeu: "Ateu."
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Achei curioso o comentário do leitor Victor Valente ao blog onde esse post foi originalmente publicado: "Apoio todos eles. Às vezes eu acredito em Deus, mas me considero 70% ateu". Mais contraditório impossível!

Já Paulo Sena disse: "Acreditar em Deus é uma experiência de transcendência. Exige uma forma de inteligência que abandona o racional e coloca o encontro com você mesmo, com o outro e com Deus como pressuposto de viver para sempre... Ser ateu ou agnóstico é uma forma de relação com Deus, pois essas denominações existem a partir do referencial Deus."

Por sorte, o leitor identificado apenas como Lemon surgiu para resolver tais questões: "Eu não acredito em fadas, então vou me chamar de afádico. Portanto, ser afádico é uma forma de relação com fadas? Interessante seu raciocínio. Palavras muito profundas e, como sempre, deduções muito lógicas."